Economia Grande Vitória · 14 Abr 2026

Produção de petróleo e gás natural no ES deve alcançar recorde em 2027

Projeção da Findes indica crescimento robusto da produção offshore até 2027, com expansão de campos como Jubarte, Wahoo e Golfinho. Cenário fortalece economia estadual e gera empregos qualificados na região.

Produção de petróleo e gás natural no ES deve alcançar recorde em 2027

O Espírito Santo caminha para viver um momento histórico na produção de petróleo e gás natural. Segundo projeções da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o estado deve atingir seu pico de produção em 2027, com 248,4 mil barris de petróleo por dia e 6,2 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. O crescimento médio anual esperado entre 2025 e 2027 é de 13,5% para o petróleo e 10,6% para o gás natural.

Os motores do crescimento

Três projetos principais impulsionam essa expansão. O primeiro é a continuidade do ramp-up do FPSO Maria Quitéria, plataforma instalada no campo Jubarte e operada pela Petrobras. O segundo motor é o início previsto da produção no campo de Wahoo, sob operação da PRIO, com previsão de arranque no primeiro semestre de 2026. O terceiro pilar é a expansão da produção no campo de Golfinho, onde a BW Energy avança com o projeto Golfinho Boosting.

Além da produção offshore, que representa a maior parcela do volume total, o estado também registra crescimento onshore (em terra). Esse segmento avança através de investimentos na revitalização de campos maduros, prolongamento da vida útil das operações e novas declarações de comercialidade registradas desde 2020.

O que isso significa para o mercado

O aquecimento da indústria de petróleo e gás impacta diretamente o mercado imobiliário da Grande Vitória. A chegada de profissionais especializados e o aumento da atividade econômica impulsionam a demanda por imóveis residenciais e comerciais, especialmente em bairros próximos a áreas portuárias e industriais. Municípios como Serra, Vila Velha e Vitória tendem a se beneficiar com a valorização de regiões estratégicas.

A geração de empregos qualificados também fortalece o poder aquisitivo da população local, ampliando o mercado para imóveis de médio e alto padrão. Além disso, a infraestrutura desenvolvida para suportar a atividade petrolífera — como melhorias em logística, energia e comunicação — valoriza áreas antes consideradas periféricas.

Perspectivas de longo prazo

Após o pico de 2027, as projeções indicam um declínio natural da produção. Mantidas as condições atuais, o volume de petróleo deve recuar para 111,1 mil barris por dia em 2035, com queda média anual de 9,6%. O gás natural seguiria trajetória similar, caindo para 2,9 milhões de m³/dia no mesmo período, com recuo médio de 9,2% ao ano.

Esse comportamento reflete o declínio natural da produtividade dos campos ao longo do tempo. Na ausência da exploração de novas fronteiras ou de investimentos para ampliar a vida útil dos campos maduros, a fase de expansão será sucedida por uma trajetória de redução da produção. Ainda assim, o período de crescimento até 2027 representa uma janela de oportunidades para investidores, empresas e trabalhadores que desejam se posicionar estrategicamente no mercado capixaba.

Baseado em informações publicadas por Folha Vitória.

Compartilhar

WhatsApp

Continue lendo

Mais notícias

Carregando mais notícias...
GV

Grande Vitória

Online agora