Fibrasa anuncia maior investimento de sua história na Serra: R$ 122 milhões
Empresa capixaba vai ampliar operações com nova fábrica de baldes plásticos, gerando 100 emempregos diretos. Investimento reforça a competitividade industrial do município.
A Fibrasa, uma das maiores produtoras de embalagens plásticas do país, confirmou um investimento de R$ 122,7 milhões para expandir suas operações na Serra. O anúncio marca o maior aporte já realizado pela empresa capixaba em sua unidade no Espírito Santo e consolida o município como polo estratégico para a indústria de transformação.
O projeto prevê a construção de um novo galpão de 5 mil m² dentro do terreno da empresa no CIVIT I, complexo industrial onde a Fibrasa foi a primeira empresa a se instalar. As obras começam ainda este ano, com previsão de início das operações para maio de 2026. O investimento será dividido em duas fases, em 2026 e 2027, contemplando obras civis, aquisição de equipamentos e aprimoramento da infraestrutura existente.
Vantagens logísticas definiram escolha pela Serra
A nova linha de produção será dedicada à fabricação de baldes plásticos voltados principalmente para insumos da construção civil, como tintas e massa corrida. Embora a Fibrasa já produza esse tipo de embalagem em Pernambuco, a empresa decidiu expandir a operação para o Espírito Santo motivada por vantagens estratégicas claras.
A maioria das fábricas desse segmento está concentrada no Nordeste, mas os principais mercados consumidores ficam de São Paulo para o Sul. Trazer a produção para a Serra significa estar mais próximo desses clientes, reduzindo custos logísticos e prazos de entrega. A decisão veio após uma disputa com Santa Catarina para sediar a nova unidade — a competitividade fiscal e logística do Espírito Santo, aliada à infraestrutura já consolidada, foram determinantes.
Sustentabilidade e geração de empregos
Além dos ganhos logísticos, o projeto tem uma dimensão ambiental importante. A nova linha de injeção está sendo desenvolvida com foco na redução de emissões, tanto no processo produtivo quanto na logística, contribuindo para a descarbonização da cadeia de fornecimento dos clientes.
Com a conclusão das duas fases, a empresa projeta a criação de cerca de 100 novos postos de trabalho diretos no município. São vagas que vão desde operação de equipamentos até funções administrativas e de logística, fortalecendo o mercado de trabalho local.
O que isso significa para o mercado
Investimentos industriais dessa magnitude têm impacto direto na valorização imobiliária e no desenvolvimento regional. A geração de 100 novos empregos formais representa mais famílias com renda estável buscando moradia na Serra. A consolidação do CIVIT I como complexo industrial atrativo também tende a atrair outras empresas, criando um ciclo virtuoso de crescimento.
Para o mercado imobiliário, esse movimento sinaliza que a Serra continua sendo um município estratégico para quem busca investir em regiões com economia em expansão. Bairros próximos ao complexo industrial tendem a se beneficiar com a valorização impulsionada pela demanda por moradia e pela melhoria da infraestrutura urbana que acompanha o desenvolvimento econômico.
Baseado em informações publicadas por Folha Vitória.
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