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Economia Grande Vitória · 31 Mai 2026

Economia capixaba busca autonomia além dos incentivos fiscais

Análise econômica aponta necessidade de robustez estrutural após retirada de incentivos fiscais pela reforma tributária. A transição exige inovação e competitividade autônoma, impactando diretamente investimentos em infraestrutura, polos de desenvolvimento e valorização de zonas comerciais estratégicas.

Economia capixaba busca autonomia além dos incentivos fiscais

O Espírito Santo construiu sua trajetória de desenvolvimento acelerado apoiado em mecanismos de incentivo fiscal desde a década de 1970. Programas como FUNDAP (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias) e FUNRES (Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo) estruturaram a indústria, agricultura e agroindustrialização locais. Mais recentemente, iniciativas como Invest-ES e Compete-ES mantiveram a estratégia de atração de investimentos via ICMS. Contudo, este modelo enfrenta transformação radical com a reforma tributária em andamento.

Do incentivo à autonomia econômica

A retirada progressiva das "bengalas" fiscais impõe novo desafio: construir musculatura econômica própria. Orlando Caliman, diretor econômico da Futura Inteligência e ex-secretário de Planejamento do Estado, pontua que a robustez industrial existente (participação de 28% no PIB estadual, acima da média nacional) oferece base sólida para voos autônomos. Porém, requer inovação estrutural, fortalecimento de cadeias de valor e competitividade genuína.

Oportunidades em contexto desafiador

Paradoxalmente, a retirada de incentivos abre janelas de oportunidade. Sem "acomodação" fiscal, empresas precisam buscar eficiência operacional real, investir em inovação e fortalecer competitividade estrutural. Este movimento estimula diversificação econômica, atração de negócios menos dependentes de subsídios e maior robustez em setores como tecnologia, logística, agroindustrialização de alto valor e turismo.

O que isso significa para o mercado

A transição econômica do Estado impacta diretamente oportunidades imobiliárias. Zonas de concentração industrial (como Vitória, Vila Velha e Serra) continuarão valorizadas como polos de atração de investimentos, porém com maior foco em infraestrutura logística, centros tecnológicos e áreas comerciais integradas. Bairros e regiões que atraem startups, empresas inovadoras e setores em crescimento (como turismo e serviços especializados) ganharão relevância. Investidores atentos à diversificação econômica encontram oportunidades em imóveis comerciais, centros de inovação e infraestrutura para empresas de médio e alto valor agregado. A mensagem é clara: o capixaba pensa a longo prazo, preparando sua economia para prosperar com autonomia.

Baseado em informações publicadas por Folha Vitória.

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