Vitória lidera ranking de capitais com m² mais caro; coberturas atingem R$ 35 milhões
Vitória assumiu o primeiro lugar entre capitais brasileiras em valor de metro quadrado residencial, com preço médio de R$ 15.448 e valorização de 10,86% em 12 meses. Na Grande Vitória, apartamentos de luxo com praias privativas e até mil metros quadrados são comercializados por valores que chegam a R$ 35 milhões, atraindo empresários e investidores de fora do estado.
Vitória no topo do ranking nacional
A capital capixaba conquistou uma posição inédita no mercado imobiliário brasileiro. Segundo o Índice FipeZAP, Vitória ultrapassou tradicionais polos como Balneário Camboriú e agora lidera o ranking de capitais com o metro quadrado residencial mais valorizado do país. Com preço médio de R$ 15.448 por metro quadrado e uma apreciação de 10,86% nos últimos 12 meses, a cidade demonstra solidez econômica e atração crescente de investidores.
O mercado de luxo em números impressionantes
No segmento premium, os valores impressionam ainda mais. A Grande Vitória oferece atualmente apartamentos de alto padrão avaliados em até R$ 35 milhões, com características exclusivas raramente encontradas em outras regiões. A cobertura mais cara da região, localizada na Praia do Canto, exemplifica essa exclusividade: conta com quase mil metros quadrados, dez vagas de garagem e acesso privativo a uma praia dentro do próprio empreendimento.
O que explica esses valores astronômicos
Segundo especialistas do mercado, a combinação de fatores cria esse cenário de valorização extrema. A localização privilegiada, a qualidade construtiva e a escassez de terrenos disponíveis em regiões nobres são os principais drivers. Renato Aboudib Sandri, diretor da RS Construtora, destaca que empreendimentos dessa envergadura reúnem atributos raros: localização estratégica, amplitude de espaços, exclusividade e projetos arquitetônicos pensados para durarem décadas. Os acabamentos refinados e a confiança na construtora pesam significativamente na precificação final.
Escassez de terrenos eleva exclusividade
Juarez Gustavo Soares, membro do Conselho Superior da Ademi-ES, reforça que em Vitória e Vila Velha, espaços com vista para o mar e potencial construtivo são cada vez mais raros. Isso torna cada novo empreendimento um produto praticamente único no mercado. Enquanto um prédio pode ter dezenas de unidades convencionais, raramente conta com mais de uma ou duas coberturas com especificações diferenciadas, criando um nicho extremamente exclusivo dentro do próprio mercado de luxo.
Quem compra esses imóveis?
O perfil dos compradores tem evoluído significativamente. Empresários, diretores de grandes corporações e investidores ligados ao agronegócio, indústria e logística formam a base de demanda. Notavelmente, há uma mudança na origem dos compradores: enquanto cinco anos atrás o mercado era composto por aproximadamente 90% de capixabas, hoje esse percentual caiu para cerca de 78%. Os 22% restantes são pessoas atraídas pela qualidade de vida, oportunidades econômicas e clima da região, muitas delas vindas de estados mais desenvolvidos economicamente.
O que isso significa para o mercado
A ascensão de Vitória ao topo do ranking nacional não é coincidência. Reflete crescimento econômico sólido, infraestrutura urbana em expansão e reputação consolidada como polo de qualidade de vida no Sudeste. Para investidores e compradores em busca de imóveis residenciais, essa valorização sinaliza que a Grande Vitória oferece oportunidades reais de apreciação patrimonial. O mercado de luxo, embora reduzido, é extremamente selectivo e atrai capital de alto poder aquisitivo, indicador de saúde econômica regional. Para profissionais imobiliários, a diversificação de compradores externos abre novas possibilidades de negócios e maior liquidez no segmento premium.
Baseado em informações publicadas por G1.
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