Vila Velha concentra quase metade das obras da Grande Vitória
Município lidera mercado com 7.611 unidades em construção na orla e centro, mais que Vitória e Serra somadas. Regiões como Cobilândia e Ibes também crescem, consolidando Vila Velha como maior polo de desenvolvimento residencial do Espírito Santo.
Vila Velha assumiu definitivamente a liderança do mercado imobiliário capixaba. Dados do 46º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES revelam que o município concentra quase metade de todas as obras em andamento na Grande Vitória, com números que impressionam pela magnitude e distribuição geográfica.
Somente a região que abrange Centro, Praia de Itaparica, Praia da Costa, Itapuã, Jockey de Itaparica, Coqueiral de Itaparica, Residencial Coqueiral e Praia das Gaivotas concentra 7.611 unidades em construção — praticamente metade do total da Grande Vitória.
Crescimento além da orla
O que chama atenção é que o desenvolvimento não se limita ao litoral. Regiões como Cobilândia e Ibes demonstram aquecimento significativo, com 898 e 508 unidades em produção, respectivamente. Esse movimento indica que Vila Velha está crescendo de forma mais equilibrada, oferecendo opções em diferentes perfis e valores.
Eduardo Borges, diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, destaca dois fatores que explicam o protagonismo: "Vila Velha se destaca pela alta velocidade de vendas no segmento econômico, especialmente no programa Minha Casa, Minha Vida, que não possui oferta no momento em Vitória. O Centro e a orla do município possuem quase metade do que está em obra na Grande Vitória."
Serra e Vitória completam o pódio
Em segundo lugar no ranking de obras, a Serra apresenta 2.456 unidades em construção na região de Laranjeiras e entorno, como Jardim Limoeiro e Morada de Laranjeiras. O conjunto forma o principal núcleo imobiliário daquele município.
Na capital, Jardim Camburi — bairro mais populoso do Estado — mantém o mercado aquecido com 2.248 unidades em produção, representando quase metade de toda a oferta de Vitória. A região da Praia do Canto e Enseada do Suá aparece logo em seguida com 1.801 unidades, focadas em empreendimentos de luxo e apartamentos compactos de alto valor agregado.
Desafios diferentes em cada município
Eduardo Borges reconhece as limitações da capital: "Vitória sofre com a escassez de áreas, mas destaca o fluxo migratório: vemos pessoas migrando para Vitória, então a demanda residencial fica aquecida." Essa combinação de demanda alta e oferta limitada explica os preços mais elevados na capital.
O que isso significa para o mercado
Vila Velha consolidou-se como a grande aposta do mercado imobiliário capixaba. A diversidade de regiões em desenvolvimento — da orla nobre aos bairros mais populares — oferece opções para todos os perfis de compradores. Para quem busca imóvel novo, o município concentra as maiores oportunidades.
Investidores atentos percebem que o crescimento de áreas como Cobilândia e Ibes representa oportunidade: são regiões que ainda têm espaço para valorização, diferente da orla já consolidada. A previsão para 2026 confirma a tendência: das 6.664 novas unidades residenciais previstas para a Grande Vitória, 2.540 serão em Vila Velha.
Baseado em informações publicadas por ES Brasil.
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