Serra registra maior volume de lançamentos imobiliários da última década
Levantamento do Sinduscon-ES aponta que a Serra deve lançar 2.538 unidades residenciais em 2025, consolidando o município como novo polo de crescimento imobiliário na Grande Vitória. O movimento marca expansão urbana em direção ao litoral, com forte presença de empreendimentos de médio e alto padrão.
A Serra atravessa um momento histórico no mercado imobiliário capixaba. Segundo pesquisa do Sinduscon-ES realizada entre janeiro e março de 2025, o município deve lançar 2.538 unidades residenciais neste ano — o maior volume da última década e um crescimento de 63,9% em relação a 2024.
O levantamento, que ouviu 20 incorporadoras responsáveis por cerca de 70% da produção imobiliária da Grande Vitória, revela que a Serra passou a competir diretamente com Vila Velha como principal destino de investimentos no setor. Juntos, os dois municípios concentram aproximadamente 75% dos lançamentos previstos para toda a região metropolitana.
Expansão urbana em direção ao litoral
O crescimento se concentra especialmente no eixo Laranjeiras-Manguinhos, onde empreendimentos de médio e alto padrão têm se multiplicado. A tendência representa uma mudança de perfil: historicamente dominada por projetos do programa Minha Casa Minha Vida, a Serra agora atrai investidores interessados em públicos de maior poder aquisitivo.
Projetos como o Península Aroeira, da Marsanto Imóveis, exemplificam essa transformação. Localizado em Morada de Laranjeiras, o empreendimento ocupa 213 mil m² e prevê 200 terrenos, 14 torres de apartamentos e áreas comerciais — configurando praticamente um novo bairro na região.
Segmento comercial também aquece
O mercado de imóveis comerciais acompanha o ritmo acelerado do residencial. Para 2025, estão previstas 38 unidades comerciais na Serra, contra 22 em 2024 e apenas 8 em 2023. O número é o maior desde 2015, refletindo a diversificação do setor e a chegada de escritórios, consultórios, agências e outros serviços que demandam espaços corporativos.
O que isso significa para o mercado
A explosão de lançamentos na Serra não é acidental. O novo Plano Diretor Municipal, aprovado em 2024, desburocratizou processos, facilitou aprovações e tornou o ambiente de negócios mais atrativo para incorporadoras. Some-se a isso a disponibilidade de mão de obra local e amplas áreas de expansão dentro do perímetro urbano consolidado — vantagens que Vila Velha, líder tradicional do mercado, já não oferece com a mesma facilidade.
Para quem busca investir ou morar na região, a Serra representa hoje uma combinação rara: infraestrutura em evolução, proximidade com a praia, oferta variada de empreendimentos e potencial de valorização. O movimento das incorporadoras indica confiança no futuro do município, que deve consolidar-se como um dos principais polos imobiliários do Espírito Santo nos próximos anos.
A demanda reprimida pós-pandemia encontrou na Serra o espaço ideal para se materializar. Áreas próximas à Avenida Paulo Pereira Gomes e à rodovia ES-010 tornam-se cada vez mais valorizadas, atraindo tanto quem deseja moradia quanto investidores atentos às oportunidades de um mercado em franca expansão.
Baseado em informações publicadas por Portal Tempo Novo.
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