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Economia Serra · 25 Mai 2026

Safra 2026 de gengibre: acordo Mercosul-UE abre caminho para exportadores capixabas

Nova safra começa com perspectivas otimistas graças ao acordo comercial que zera tarifas. Investimento em pesquisa e certificação posiciona produtores capixabas para competir em mercados premium internacionais.

Safra 2026 de gengibre: acordo Mercosul-UE abre caminho para exportadores capixabas

Gengibre capixaba ganhou competitividade global

A safra 2026 de gengibre no Espírito Santo inicia em momento histórico. O Acordo Mercosul-União Europeia, em vigor desde 1º de maio, redefiniu as regras do jogo para produtores capixabas. Com tarifa zerada já no primeiro ano, o gengibre da Serra Capixaba chega ao mercado europeu com vantagem comercial que não tinha antes.

O maior produtor do Brasil consolida posição

O Espírito Santo responde por 75% da produção brasileira de gengibre e 59% das exportações nacionais. Em 2025, o estado produziu 83,7 mil toneladas e exportou 28,5 mil. Apesar de o volume ter crescido 8%, a receita caiu 10,8% — sinal de pressão de preços. A safra 2026 chega com estratégia diferente: qualidade e certificação, não apenas volume.

Investimento em inovação e sustentabilidade

O governo do estado anunciou R$ 1,2 milhão em pesquisa e desenvolvimento focados em controle biológico de pragas, bioinsumos e novas variedades. A estratégia é clara: antecipar exigências do mercado europeu, que muda em direção a produtos com certificação ética e práticas agrícolas transparentes. Quem se adiantar ganha espaço e prêmio de preço.

Vantagem competitiva capixaba

Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Domingos Martins — na região serrana — produzem gengibre com características organolépticas valorizadas no mercado premium. A produtividade média de 60,5 toneladas por hectare supera a chinesa, que fica em torno de 34 toneladas. Qualidade e produtividade já eram diferenciais capixabas. Agora, com o acordo, a vantagem comercial chegou.

O que isso significa para o mercado

Sucesso do agronegócio capixaba gera efeito multiplicador na economia regional. Exportadores, logística, serviços financeiros e infraestrutura portuária se fortalecem. Mais receita nas mãos de produtores e empresas significa poder de compra elevado, consumo interno maior e demanda por moradia de melhor qualidade. Regiões como Serra e Cariacica, onde concentram-se as operações agrícolas e logísticas, veem seus bairros se revitalizarem. Investidores imobiliários atentam para essa dinâmica: onde há crescimento econômico sustentável, há valorização imobiliária.

Baseado em informações publicadas por Folha Vitória.

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