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Economia Grande Vitória · 4 Jun 2026

Olericultura gera R$ 2,5 bilhões e consolida ES como celeiro de alimentos do Brasil

O setor de hortaliças do Espírito Santo movimenta bilhões em valor agregado e sustenta milhares de famílias de agricultores, demonstrando a solidez econômica regional e sua capacidade de resiliência diante de oscilações de mercado global.

Olericultura gera R$ 2,5 bilhões e consolida ES como celeiro de alimentos do Brasil

Um setor invisível, mas robusto

Em 2024, o Espírito Santo produziu 975 mil toneladas de hortaliças em 24,6 mil hectares, gerando R$ 2,49 bilhões em valor de produção. Esse valor o coloca como segundo maior segmento do agronegócio capixaba, atrás apenas do café, revelando uma economia agrícola muito mais diversificada do que as manchetes costumam destacar. A olericultura move quase dois bilhões e meio de reais sustentada por milhares de famílias de agricultura familiar, principalmente concentradas na região serrana, impulsionando renda e desenvolvimento local.

Cinco culturas sustentam a cadeia

Cinco produtos concentram 66% de toda a renda do setor: tomate (159,9 mil toneladas, 18% do valor), gengibre (77,7 mil toneladas, 13%), repolho (205 mil toneladas, 12%), chuchu (198,1 mil toneladas) e inhame (95,5 mil toneladas, 11%). Essa diversidade torna a economia agrícola capixaba resiliente, já que quando uma região enfrenta problemas climáticos, outras sustentam o abastecimento nacional. Cidades como Santa Maria de Jetibá, Afonso Cláudio e Domingos Martins consolidam-se como centros econômicos de importância estratégica.

Especialização produtiva e vantagem competitiva

O gengibre capixaba tornou-se referência global: o estado responde por 75% da produção nacional e 59% das exportações brasileiras. Santa Leopoldina lidera com 40,5% da produção estadual, seguida por Santa Maria de Jetibá (34%) e Domingos Martins (20,9%). Com o Acordo Mercosul-UE em vigor desde maio de 2026 com tarifa zerada para gengibre no primeiro ano, essa cadeia entra em ciclo de potencial valorização no mercado europeu.

Repolho e chuchu: monopólio de excelência

Santa Maria de Jetibá é praticamente sinônimo de repolho no Brasil, respondendo por 87,8% da produção estadual com 205 mil toneladas. Para o chuchu, a concentração é ainda maior: 97% das 198,1 mil toneladas produzidas vêm de um único município. Essa especialização extrema, resultado de clima de altitude, conhecimento técnico acumulado em gerações e organização produtiva, consolida a região como polo econômico de importância nacional.

O que isso significa para o mercado imobiliário

Cidades produtoras como Santa Maria de Jetibá, Afonso Cláudio, Domingos Martins e Laranja da Terra experimentam dinamismo econômico contínuo, alimentado por renda agrícola estável. Essa solidez atrai investimentos em infraestrutura urbana, serviços e moradia. Imóveis em regiões especializadas em olericultura oferecem potencial de valorização apoiado em economia real, não especulativa. Além disso, a perspectiva de crescimento de exportações para a Europa abre horizonte de expansão econômica para essas cidades nos próximos anos.

Resiliência agrícola que protege a região

Enquanto o Brasil discute oscilações no mercado internacional de commodities, o Espírito Santo alimenta-se de uma economia rural diversificada que sustenta independentemente de como flutuam preços de café ou pimenta. Essa resiliência reflete-se em estabilidade econômica regional, elemento crucial para atrair moradores e investidores que buscam segurança patrimonial em longo prazo.

Baseado em informações publicadas por Folha Vitória.

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