Economia Grande Vitória · 24 Fev 2026

Investimentos estruturais redesenham mercado imobiliário capixaba

Infraestrutura logística, equilíbrio fiscal e planejamento de longo prazo estão transformando o Espírito Santo no melhor momento econômico desde a redemocratização. Especialistas apontam que obras portuárias, de energia e transportes criam novos eixos de valorização imobiliária na Grande Vitória.

Investimentos estruturais redesenham mercado imobiliário capixaba

O Espírito Santo entrou em um novo ciclo de desenvolvimento que promete transformar profundamente o mercado imobiliário da Grande Vitória. Durante o painel "Investimento e Infraestrutura" do Data Business Real Estate, realizado na Fucape Business School, autoridades e representantes do setor imobiliário concordaram: a combinação de obras logísticas, planejamento estratégico e solidez fiscal está redesenhando o mapa de oportunidades do Estado.

A nova geografia de oportunidades

Segundo Patrícia Gouvea, diretora-presidente da NOVA ES, os investimentos em portos, aeroportos, energia e gás natural estão alterando completamente a lógica de ocupação territorial. "Esses projetos estruturantes criam novos efeitos de crescimento e valorização no mercado imobiliário", destacou. A agência já nasceu com 28 potenciais investidores e um pipeline próximo de R$ 5 bilhões em projetos.

Pablo Lira, diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves, reforçou que o Estado vive seu melhor momento desde a redemocratização. "Somos o único estado com plano de desenvolvimento de longo prazo e contas equilibradas desde 2012", afirmou, citando crescimento industrial superior a 11% previsto para 2025 e novos projetos logísticos que trarão empregos e desenvolvimento.

O que isso significa para o mercado imobiliário

Para Alexandre Schubert, presidente da Ademi-ES, a segurança institucional capixaba é o grande diferencial. "O dinheiro sabe lidar com risco, mas não lida com incerteza", afirmou. Segundo ele, os investimentos logísticos criam novos eixos urbanos que exigem planejamento. "Nossos empreendimentos começam em um Brasil e terminam em outro. Precisamos entender como a sociedade vai consumir essa cidade no futuro."

Douglas Vaz, presidente do Sinduscon, reconheceu os desafios operacionais — juros próximos de 15%, custos crescentes e burocracia — mas defendeu maior integração entre setor público e privado. "A infraestrutura tem que acompanhar o crescimento, senão haverá estrangulamento", alertou.

Vantagem competitiva sustentável

O consenso entre os participantes foi claro: o momento atual é estrutural, não conjuntural. O Estado deixou de competir apenas por incentivos fiscais e passou a atrair investimentos por diferenciais próprios — infraestrutura, logística e ambiente de negócios favorável. Como resumiu Patrícia Gouvea, "infraestrutura virou a nova vantagem competitiva capixaba".

Para quem pensa em investir em imóveis, o recado é direto: as obras logísticas de hoje definem as regiões valorizadas de amanhã. Acompanhar esses movimentos significa identificar oportunidades antes que o mercado já tenha precificado toda a valorização.

Baseado em informações publicadas por Folha Vitória.

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