Construção civil cresce 15% na Grande Vitória e aquece mercado de materiais
Com mais de 17 mil unidades em construção no setor privado e R$ 19,68 bilhões em obras públicas, o ciclo de expansão da construção civil no ES impulsiona toda a cadeia produtiva e gera emprego e renda na região metropolitana.
A Grande Vitória está construindo seu futuro — literalmente. Dados do Sinduscon-ES mostram que a região tinha, no primeiro semestre de 2025, mais de 17.177 unidades em construção no setor privado. Isso representa um crescimento de 15,40% em relação ao ano anterior, consolidando um dos momentos mais aquecidos do setor nas últimas décadas.
No setor público, os números impressionam ainda mais. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCES), o valor total aplicado em obras e serviços entre março de 2022 e fevereiro de 2026 chega a R$ 19,68 bilhões. Esse volume de investimento tem efeito direto na economia local, aquecendo a cadeia de materiais de construção — especialmente o aço, que representa cerca de 20% do custo de uma obra.
O que sustenta esse crescimento
O economista Wallace Millis explica que a construção civil é um setor com forte "encadeamento produtivo". Ou seja: cada obra movimenta a indústria de cimento, aço, logística, varejo e serviços. O efeito multiplicador gera emprego e renda em diversos segmentos da economia capixaba.
Profissionais do setor relatam que orçamentos chegam o tempo todo e que unidades são vendidas antes mesmo do início das obras. "Existe aquecimento em todos os níveis, da pequena à grande obra", afirmam especialistas ouvidos pela reportagem.
O que isso significa para o mercado
Esse ciclo de expansão é extremamente positivo para o mercado imobiliário. Mais obras significam mais oferta de imóveis novos, mais empregos na construção civil e valorização das regiões onde novos empreendimentos são lançados. A infraestrutura logística do Espírito Santo — com portos, rodovias e proximidade com o Sudeste — facilita o acesso a materiais e reduz custos, tornando o estado ainda mais atrativo para investimentos.
Wallace Millis ressalta que, apesar do componente cíclico do setor, a construção civil capixaba demonstra capacidade empresarial para enfrentar oscilações de mercado. "A tendência é de ajuste das estratégias de acordo com as possibilidades de cenário futuro", avalia o economista.
Com obras públicas bilionárias e forte demanda no setor privado, a Grande Vitória reforça sua posição como um dos principais polos de crescimento urbano do país. Para quem pensa em investir ou construir, o momento é de oportunidades concretas — literalmente.
Baseado em informações publicadas por Folha Vitória.
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