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Mercado Imobiliário Vitória · 19 Jun 2026

Centro de Vitória ganha ferramenta para atrair investimentos imobiliários

A prefeitura estuda transferência de potencial construtivo para desbloquear desenvolvimento no Centro, transformando imóveis ociosos em oportunidades de negócios. A medida busca atrair moradores, empresas e serviços para a região histórica da capital.

Centro de Vitória ganha ferramenta para atrair investimentos imobiliários

Uma solução criativa para limites reais

Vitória enfrenta um desafio específico: sendo uma ilha, tem espaço geográfico limitado para expansão urbana. Porém, isso não significa falta de oportunidades. A prefeitura estuda um mecanismo inovador chamado transferência de potencial construtivo, que permite redirecionar o direito de construir de um imóvel para outro, desde que haja interesse público e planejamento estratégico.

Como o potencial construtivo funciona

Na prática, um prédio antigo ou subutilizado em uma área pode gerar valor construtivo que beneficia projetos em regiões estratégicas. Esse direito de construir, definido no Plano Diretor, se torna um ativo que pode ser transferido e monetizado. Com isso, imóveis ociosos ganham propósito e proprietários têm incentivo para participar do processo de revitalização urbana.

O Centro como prioridade

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, Tullio Ponzi Netto, escolheu o Centro de Vitória como foco principal. A região reúne infraestrutura pronta, localização privilegiada, comércio consolidado e patrimônio histórico — mas sofre com muitos imóveis vazios ou mal aproveitados. As áreas entre a Jerônimo Monteiro e o entorno da Santa Casa são os primeiros focos de estudo para aplicar a medida.

Readensamento com nova lógica econômica

O objetivo vai além de restaurar fachadas ou atrair turismo nos fins de semana. A prefeitura busca readensamento inteligente, trazendo moradores, empresas e movimento diário para o Centro. Se a transferência de potencial construtivo for combinada com obras públicas, licenciamento ágil, retrofit de edifícios históricos e atração ativa de negócios, a região pode competir novamente com áreas valorizadas da capital.

Mercado empresarial se mobiliza

O setor empresarial reconhece o potencial, mas exige cuidado. José Renato Almeida, diretor da Associação dos Empresários de Vitória (Assevix), aprova a abertura do debate, mas recomenda diálogo amplo com mercado e sociedade. As preocupações principais envolvem mobilidade urbana, impacto na infraestrutura e segurança jurídica para os investidores. Ainda assim, o empresariado reconhece que a construção civil funciona como motor econômico quando bem planejada.

O que isso significa para o mercado

Essa medida abre caminho para revitalização do Centro sem depender exclusivamente de novos terrenos. Para investidores imobiliários, significa oportunidades em retrofit de edifícios históricos, novos residenciais e comerciais em zona consolidada. Para proprietários de imóveis ociosos, oferece alternativa de monetização. Para a região, significa recuperação de valor e atratividade de longo prazo. O Centro pode deixar de ser símbolo do passado e virar a próxima fronteira de desenvolvimento de Vitória.

Baseado em informações publicadas por Folha Vitória.

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